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Apr

Por que você perde dinheiro ao investir na poupança

Por que você perde dinheiro ao investir na poupança

Um dos mais populares meios de guardar dinheiro, a poupança não pode ser considerada uma forma de investimento e há muitos motivos para que você não deixe seu dinheiro aplicado nela. Entenda mais no post de hoje!

Queridinha das gerações passadas, a caderneta de poupança é uma das opções mais antigas e conhecidas pelo mercado para “guardar” dinheiro. Ela surgiu na época de Dom Pedro II para ser uma conta de depósitos destinada a pessoas de baixa renda e hoje é a porta de entrada para quem tem algum dinheiro excedente e deseja poupá-lo de forma simples e prática.

Contudo, sua popularidade não é nada equivalente à sua rentabilidade: com baixo rendimento que não acompanha nem mesmo a inflação, não faltam motivos para você pular fora dessa escolha.

Se considerarmos que, para muitas pessoas, a poupança é até mesmo a garantia de futuro ou aposentadoria, pode ser um risco ainda maior, já que não sabem que podem estar perdendo seu dinheiro e parte das economias feitas durante anos para o futuro da família.

E é isso que vamos te explicar no post de hoje!

 

Entenda como a poupança é calculada

A caderneta de poupança é um recurso utilizado como crédito do SFH (Sistema Financeiro Habitacional), tendo aproximadamente de 45 a 65% de seus valores destinados à empréstimos no setor habitacional, dependendo da faixa de valor do imóvel a ser financiado, e o restante direcionado ao depósito compulsório (e em breve tem um post exclusivo sobre esse assunto aqui no blog, acompanhe!).

O rendimento da poupança, por sua vez, é influenciado diretamente por duas taxas: TR e SELIC.

TR é a abreviação de taxa referencial, criada no Plano Collor II como um meio para combater as altas taxas de inflação do período, e representa a média das rentabilidades de duas aplicações financeiras ofertadas pelos bancos, o CDB e RDB. Ela influencia diretamente o rendimento da caderneta de poupança e de outros empréstimos oferecidos no mercado.

Já a taxa Selic é a taxa básica da economia brasileira, usada como mecanismo de controle da inflação no país e para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia. Em teoria, quanto mais alta, menor será a inflação observada nos produtos e serviços consumidos pelo investidor. Anualmente o Banco Central realiza em média 8 reuniões com objetivo de definir esta taxa, o qual tem influência direta no bolso do brasileiro.

Em 2012 o governo mudou a regra de rentabilidade da caderneta de poupança. Hoje o rendimento depende do valor da taxa Selic vigente no período e são apenas dois os casos possíveis:

  • Taxa Selic superior a 8,5% ao Ano
  • Taxa Selic igual ou Inferior a 8,5% ao ano.

No primeiro caso a poupança terá um rendimento igual a 0,5% ao mês + TR, o qual também era o rendimento tradicional antes da mudança ocorrida em 4 de março de 2012. Ao ano, a rentabilidade correspondente é de 6,17% + TR.

Já no segundo caso, enquanto a rentabilidade no item 1 é “fixa”, aqui ela se torna variável. O rendimento da poupança aqui é sempre igual a 70% da taxa Selic vigente do período + TR.  

Além disso, em termos de prazo é importante saber que uma aplicação realizada na poupança tem rendimento mensal. Ou seja, se você realizar um deposito no dia 5 do mês, só terá o valor remunerado no dia 5 do mês seguinte. Se retirar seu dinheiro antes da data, não terá rendimento algum computado. Por isso os bancos chamam a data de depósito dos rendimentos de “aniversário”, pois é um dia fixo condicionado ao primeiro registro de entrada do seu valor.

 

E de onde vem os rendimentos?

Para compreender melhor por que a poupança não pode ser considerada um investimento, o primeiro ponto é entender de onde vem o rendimento mensal da caderneta de poupança.

Assim como em qualquer operação bancária em que você deposita algum dinheiro, o valor depositado é utilizado pelo banco para empréstimos e outras operações de terceiros, que retornarão o valor com os juros e correções acordados com o banco para que você, ao final do processo, receba uma parte dessas parcelas em forma de rendimento.

E é nessa operação que está o grande contraponto de tudo: enquanto a poupança remunera em média 6% ao ano, um empréstimo bancário pode ultrapassar mais de 100% ao ano. Ou seja, é dessa correção que vem o rendimento que você recebe mensalmente na caderneta de poupança.

 

Quem ganha com a poupança então?

Você já deve ter percebido, mas vamos responder mesmo assim: o banco!

Cada vez que usa o seu dinheiro aplicado na poupança para operações de empréstimo, o banco lucra com juros e correções que não são repassados para você. Por isso é tão comum vermos gerentes e consultores bancários indicarem aberturas de conta flexível com característica de poupança. Esse discurso ainda é reforçado pela cultura de insegurança dos investimentos de maior risco, mas o que o banco não explica é que quanto menor o risco, menor o rendimento.

 

Você perde dinheiro na poupança, sim!

Outro detalhe muitas vezes não observado por quem recorrer à caderneta de poupança é o fato do rendimento ser menor que a inflação. Apenas por esse ponto a poupança já não pode ser considerada um investimento.

Para ficar mais simples de entender, vamos exemplificar. Imagine o seguinte cenário: digamos que há um ano você tivesse a oportunidade de compras um notebook de última geração por R$ 5.000,00. Por algum motivo você não fez a compra e deixou o valor guardado na poupança a um rendimento anual de 7,53%. Hoje você tem R$ 5.376,50 disponíveis para a compra, mas ao chegar na loja e buscar pelo modelo você nota que o valor foi ajustado para R$ 5.471,50 com base na inflação. Assim, você ainda precisará acrescentar R$95,00 para efetuar a compra do produto.

Agora, se com esse valor destinado à compra de um produto você já observa o quanto pode perder dinheiro, imagine o que aconteceria com um patrimônio de R$50.000,00 aplicados na poupança durante vinte anos.

Por isso, preste bem atenção nos motivos por que você NÃO DEVE investir na poupança:

  • Rendimentos abaixo da taxa de inflação: seu dinheiro indo embora sem você perceber;
  • Data de aniversário de rendimento mensal: qualquer retirada antes do prazo significa nenhum rendimento no seu bolso;
  • Não é tão vantajoso quanto outros investimentos que também são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Isso quer dizer que se o banco quebrar você só conseguirá recuperar investimentos em até R$ 250.000.

 

Conheça opções muito melhores de investimentos

Mesmo que você tenha um perfil mais conservador e esteja em busca de alternativas de investimentos para o seu dinheiro, há opções muito mais vantajosas do que a poupança em que você pode vencer o valor da inflação e ver seu dinheiro render.

Alguns investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, o LCI, o LCA e o CDB, por exemplo, são tão seguros quanto a poupança e com rendimentos muito superiores.

O Tesouro Direto é o novo queridinho dos investidores no momento. Com a compra de títulos públicos do governo e diversas opções de títulos e vencimentos para escolher de acordo com seu perfil, a rentabilidade pode chegar ao dobro da poupança.

Já o LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa do mercado imobiliário e do agronegócio isentos de IR e, por isso, com boas opções de rendimento.

Por fim, o CDB (Certificados de Depósitos Bancários) são títulos de renda fixa com liquidez mais flexível e IR regressivo que chegam mais perto do modelo de poupança e podem substituir facilmente a caderneta por opções muito melhores, com prazos fixados de acordo com o seu interesse. Lembrando, é claro, que quanto maior o prazo, melhor o rendimento.

Se você quer ver seu dinheiro render e abandonar o buraco negro da caderneta de poupança mas está em dúvida de como começar, dá uma espiadinha no nosso post “Tudo que você precisa saber sobre investimentos” e entre em contato com nossa equipe. Um assessor de investimentos pode te ajudar a identificar as melhores opções par ao seu perfil e propor alternativas de investimentos multimercados para trazer rendimentos ainda melhores ao seu bolso.

Entenda as vantagens de ter um assessor financeiro

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