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Oct

Por que a empresa importadora precisa fazer hedge cambial?

Por que a empresa importadora precisa fazer hedge cambial?

Toda empresa importadora precisa lidar com operações financeiras no exterior e com o câmbio estrangeiro. Ao mesmo tempo, existem diversas situações que podem gerar oscilações na cotação da moeda ao longo do tempo.

Assim, é importante encontrar alternativas financeiramente viáveis para proteger a empresa e suas operações de possíveis oscilações de preço. Aqui, o hedge cambial pode ser uma ferramenta essencial para atingir esse objetivo. 

Neste artigo, você entenderá a importância de empresas importadoras realizarem ações visando a proteção contra a alta do dólar. Confira!

O que é hedge cambial na exportação?

Empresas que importam produtos, matérias-primas ou outros insumos estão diretamente expostas às variações do câmbio ao longo do tempo — especialmente do dólar. O mesmo se aplica às companhias que realizam vendas e possuem dívidas em dólar.

Nesse sentido, é importante que elas saibam se proteger contra a alta da moeda norte-americana. Umas das formas de fazer isso é a partir do hedge

O termo representa uma forma de proteção de ativos e títulos de uma carteira de investimentos. No caso do hedge cambial, o recurso pode ser utilizado para que a empresa se exponha a moedas estrangeiras e acompanhe os seus movimentos. 

Imagine que uma companhia precise de US$ 100 mil para pagar seus fornecedores em 60 dias. Com o dólar a R$ 5, por exemplo, esse montante equivaleria a R$ 500 mil. 

No entanto, imagine que a moeda norte-americana se valorize nesse período e passe a valer R$ 5,50, por exemplo. Em um cenário do tipo, a companhia precisará de R$ 550 mil para pagar as dívidas.

Essa movimentação tende a resultar em problemas no seu fluxo de caixa. Por isso, pode ser interessante utilizar o hedge cambial como forma de proteção, buscando para travar o câmbio e prevenir imprevistos com os pagamentos futuros. 

O que leva ao movimento de alta do dólar?

Existem diversos motivos que podem causar as oscilações das moedas internacionais. Um deles está relacionado à entrada e saída de fluxos de moedas estrangeiras na economia. Assim, a taxa de câmbio varia de acordo com os movimentos do mercado.

Além disso, a lei da oferta e da demanda e a procura por dólares no país também influenciam na variação. Outro fator que interfere nas oscilações é a reserva cambial. Trata-se do montante de dinheiro estrangeiro e ouro acumulado por um país.

Ela é fundamental para as transações internacionais realizadas em dólar. Uma queda no fundo de reserva pode causar uma valorização da moeda estrangeira. Crises financeiras, sejam internas ou externas, também causam influência na oscilação do dólar.

Nesses períodos, é comum que os investidores realoquem seu capital em alternativas consideradas menos voláteis, como dólar e ouro. Isso tende a resultar na valorização da moeda. Além disso, a relação de interdependência entre as economias do mundo é cada vez maior.

Como os Estados Unidos são uma das economias mais fortes do mundo, o que ocorre lá também impacta diretamente na cotação do dólar em outras nações. Assim, questões político-econômicas de caráter internacional costumam afetar a moeda.

Como realizar a proteção contra a alta do dólar?

Como visto, os instrumentos de hedge cambial ajudam empresas importadoras a se proteger de uma variação desfavorável no câmbio. Logo, companhias de todos os portes podem buscar essas alternativas, de acordo com as suas necessidades.

Conheça algumas das principais alternativas para aplicar o hedge cambial:

Fundos cambiais

Fundos cambiais são veículos de investimento coletivo administrados por um gestor profissional. Assim, a gestão fica responsável por fazer os aportes e administrar o patrimônio do fundo, de acordo com a estratégia estabelecida.

Nesse caso, o patrimônio fica exposto majoritariamente a moedas estrangeiras, que podem variar conforme a alternativa. Portanto, é importante verificar a lâmina do fundo para entender a qual moeda está exposto e outros detalhes da sua estratégia.

Dessa maneira, é possível encontrar o fundo cambial mais adequado às suas necessidades. Para participar do fundo, é necessário adquirir cotas que são negociadas na plataforma das corretoras de valores. Na prática, a sua empresa precisará ter uma conta de pessoa jurídica na corretora. 

Contrato a termo

No contrato a termo de moeda (NDF), a empresa realiza uma negociação com a intermediação de uma instituição financeira. Esse é um derivativo financeiro que permite estabelecer uma cotação da moeda e o montante que será utilizado na data futura combinada.

Então é possível determinar uma taxa fixa de câmbio. Por exemplo, se a companhia acredita que o dólar pode subir, o contrato a termo pode fixar a cotação atual. Se a moeda valorizar nesse período, o preço menor é mantido. 

Por outro lado, se ocorrer a desvalorização, a liquidação ocorre com o valor previsto. Vale destacar que a liquidação acontece pela diferença entre a taxa contratada e a de mercado, que é utilizada no momento da contratação como referência para a operação. 

Contrato futuro

No mercado futuro são negociados derivativos (contratos futuros) atrelados a diversos ativos, como moedas estrangeiras. Aqui, a principal diferença para o contrato a termo é que eles passam por ajustes diários.

Ademais, as operações nesse ambiente são apenas financeiras, ou seja, os operadores ficam expostos aos ativos, mas não há liquidação física. Ainda, ao se posicionar nessa alternativa, é necessário apresentar uma margem de garantia, que varia de acordo com o número de contratos operados.

Vale destacar também que, no mercado futuro, é possível operar alavancado. Ou seja, você pode se expor a um volume financeiro superior àquele disponível em conta.

Os ajustes da posição são feitos diariamente. Funciona assim: imagine que a empresa acredita na alta do dólar, e se posicionou comprada no mercado futuro. Se a moeda avançar, o operador lucra, enquanto quedas resultam no débito em conta. 

Assim, as receitas obtidas nas operações podem compensar as movimentações da moeda que afetem o contrato de importação, ajudando a proteger o caixa. 

Qual a importância do hedge cambial para a empresa importadora?

Como você viu, utilizar o hedge cambial nas transações internacionais pode minimizar os impactos da variação do câmbio, além de aumentar a lucratividade das empresas. Por isso, é importante entender o funcionamento desses mecanismos.

Portanto, independentemente do cenário econômico, o hedge cambial pode ser uma alternativa para se proteger da volatilidade do dólar. Afinal, o processo ajuda a vincular o custo da importação ao momento presente, trazendo mais previsibilidade para a companhia. 
 

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