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08
Feb

O que os investidores da Vale devem esperar após a tragédia de Brumadinho

O que os investidores da Vale devem esperar após a tragédia de Brumadinho

A maior tragédia ambiental e humana do país ainda não terminou. Veja como a reação da Vale ao rompimento da barragem em Brumadinho pode afetar seus investimentos.

Quinze dias após a tragédia de Brumadinho, os investidores do mercado financeiro ainda respiram com cuidado frente às consequências do maior desastre ambiental e humano da história nacional. Até o momento são registrados 150 mortos e 182 desaparecidos, sem levar em conta ainda todas as outras vítimas que o rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, deixou.

Uma cidade que tinha 65% de sua arrecadação vindo da mineradora foi devastada, um grande fornecedor de hortaliças mineiro perdeu totalmente sua atuação, pecuaristas perderam seus animais e uma das principais bacias hidrográficas de Minas Gerais está em sério risco de contaminação. Vidas foram levadas e as que permaneceram nunca mais serão as mesmas.

Como reagir à uma tragédia com essa magnitude e proporção, que ecoou e tocou corações em todo o mundo? Qual o posicionamento dos responsáveis e como suas reações refletem em cada um dos envolvidos, direta ou indiretamente. Essa é a resposta que a Vale vem tentando equacionar ao longo das últimas duas semanas, colocando em práticas talvez um dos maiores planos de gerenciamento de crise corporativa já vistos no Brasil.

É até difícil falar em números financeiros quando há tantas vidas em jogo. Não existem valores que possam medir os estragos do desastre que marcou aquela tarde de 25 de janeiro, mas infelizmente o mundo não parou, nem o mercado financeiro. E é no meio desse turbilhão de informações e sentimentos que muitos investidores se perguntam: e agora?

Antes de qualquer atitude precipitada, é importante lembrar que assim como ocorreu durante a crise dos combustíveis em Maio de 2018, a principal recomendação é manter a calma.

Com a bolsa de valores brasileira fechada na tarde do acontecimento devido ao feriado da cidade de São Paulo, os primeiros impactos vieram na abertura da segunda-feira, 28 de janeiro. As ações da mineradora caíram 24%, fazendo a empresa perder R$69,4 bilhões em valor de mercado.

As ações da Vale (VALE3), que têm peso de 11,39% na composição do Ibovespa, chegaram a entrar em leilão no início do pregão e foram as grandes responsáveis pelo recuo de 2,29% no índice. Em paralelo, os papéis do Bradespar, principal acionista da mineradora, caíram 24%. Além disso, as preocupações dos investidores sobre a Vale também afetaram os papéis da empresa no exterior. Pela manhã, as ações da mineradora na Bolsa de Nova York chegaram a cair 16% no pré-mercado, isto é, no período de negociações antes da abertura do pregão.

Em 30 de Janeiro, com o anúncio da Vale em entrevista coletiva afirmando que eliminaria todas as barragens com características semelhantes à do Córrego do Feijão, as ações da empresa fecharam o dia com alta de 9%, enquanto o preço do minério subiu no mercado internacional, beneficiando diretamente a empresa.

O plano de segurança apresentado pelo CEO da Vale, Fabio Schvartsman, terá investimento de R$5 bilhões e levará a redução na produção anual da Vale de minério de ferro em 40mt e de pelotas em 11mt durante o período de descomissionamento (10% da produção de minério). O plano será submetido aos órgãos ambientais para licenciamento dentro dos próximos 45 dias. Uma vez recebidas as licenças, as operações de mineração serão desligadas dentro do prazo de aproximadamente 2 meses. O processo de descomissionamento leva entre 1 e 3 anos a depender da barragem. Após este período, a produção será normalizada. O foco da Vale, até então, assim como das autoridades, está em socorrer e assistir a todos os atingidos, sem medir recursos

Então até aqui, tivemos queda, recuperação parcial e tendência de estabilização. Mas ainda é cedo para prever qualquer cenário definitivo. Os impactos de Brumadinho devem se estender por algum tempo até que as operações financeiras sejam normalizadas. E aí volta a pergunta dos investidores: e agora?

Crises, desde sempre, geram impactos pontuais. Mas para quem investe no longo prazo é importante analisar o cenário à frente do hoje. Vale a pena pausar um investimento que pode continuar rendendo após o término da crise? Quanto você pode perder resgatando seu investimento agora e quanto pode recuperar se esperar até que o cenário estabilize?

No relatório publicado pela XP Investimentos na última semana, as análises demonstram que mesmo com o impacto das perdas geradas pelo desastre, a Vale já tem um plano de recuperação para sua produção que pode reduzir crucialmente o impacto para os investidores. Logo, o melhor caminho para quem tem ações da companhia é manter a calma e continuar acompanhando de perto as movimentações relativas ao caso para entender quais são as melhores alternativas perante os seus objetivos financeiros.

A Up4 Invest é formada por assessores de investimentos especializados no mercado financeiro e que acompanham há mais de 10 anos o comportamento de tendências em projeções. Esses profissionais já vivenciaram algumas crises no cenário nacional e internacional e tem expertise para indicar e orientar os melhores passos a cada etapa do gerenciamento de uma crise financeira. Se você tem dúvidas sobre como reagir à tragédia de Brumadinho no que diz respeito aos seus investimentos, fique à vontade para nos procurar.

Acima de tudo, a Up4 Invest reforça que os pensamentos e orações de toda equipe estão com as vítimas e famílias de Brumadinho, que foram impactados de forma indesculpável por essa tragédia. Nossos corações estão com cada um de vocês.

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