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Aug

O que é venda descoberta? Tudo o que você precisa saber!

O que é venda descoberta? Tudo o que você precisa saber!

O modo tradicional de investir em ações é comprá-las na expectativa de que você possa vendê-las, no futuro, por um preço mais alto. Ou seja, o lucro será realizado se os ativos ficarem mais caros. Contudo, na bolsa de valores é permitido fazer o inverso — lucrar quando os preços caem.

Isso é possível através da chamada venda descoberta, que pode ser feita com ações ou outros ativos e derivativos financeiros negociados no mercado de capitais. Essa técnica é bastante utilizada por especuladores de mercado, que buscam lucros no curto e curtíssimo prazo. 

Quer saber mais? Acompanhe este artigo e veja o que é a venda descoberta e tudo o que você precisa saber a seu respeito. Vamos lá? 

O que é venda descoberta?

Embora possa parecer um pouco confusa, a venda descoberta é uma estratégia que consiste em vender um ativo ou derivativo financeiro para, posteriormente, comprá-lo mais barato. Ou seja, é o oposto de uma operação de compra e venda comum.

No modo mais conhecido, a pessoa vende um item que ela tenha, certo? Já na venda descoberta não é necessário que o vendedor tenha o ativo, basta ele efetuar a compra em um momento posterior para encerrar a negociação.

Veja mais detalhes de quais podem ser os resultados dessas operações!

Venda descoberta com lucro

Imagine que você seja um vendedor de carros e apareça em sua loja um comprador à procura de um modelo não disponível no estoque. Ele está disposto a pagar R$ 40 mil. Para não perder o cliente, você fecha negócio e se compromete a entregar o veículo em um prazo determinado.

Caso você encontre o modelo negociado à venda por R$ 35 mil no mercado, você conseguirá efetuar a compra por um preço mais barato para, depois, entregá-lo ao seu cliente. Perceba que, nesse exemplo, você não tinha o carro, mas conseguiu vendê-lo e ainda e lucrou R$ 5 mil.

Cenário semelhante acontece na venda descoberta. O especulador aposta na queda do ativo ou derivativo financeiro e abre uma posição vendida, mesmo sem tê-lo. Caso a previsão se confirme, e os preços caiam, ele obterá lucro ao efetuar a compra por um preço mais barato.

Venda descoberta com prejuízo

No entanto, se o preço desse mesmo ativo ou derivativo aumentar, o especulador poderá ter que assumir o prejuízo. Isso porque, nessa hipótese, existe a possibilidade dele ter que fazer a compra a um preço mais caro do que vendeu, tendo perdas.
Suponha que o especulador ao analisar uma ação, que custa R$ 50, entenda que seu preço cairá em breve. Assim, ele se antecipa e faz a venda descoberta. Caso sua previsão esteja errada e o preço do ativo chegue a R$ 60, ele terá um prejuízo de R$ 10 em cada papel ao encerrar o negócio.

Como a estratégia funciona?

O funcionamento da venda descoberta depende do prazo que o interessado pretende manter a posição vendida. Caso entenda que a operação vai durar mais de um dia, precisará alugar as ações de alguém que efetivamente as tenha.

O aluguel de ações é permitido pela B3 (a bolsa de valores brasileira) sendo intermediado por uma corretora de valores. Cada detentor de uma ação pode estipular o preço de aluguel dos papéis que estão sob sua custódia. No entanto, eles costumam ter preços padronizados.

Então, ao fazer a venda descoberta o especulador vende os papéis do locador e, depois, realiza a compra de outros papéis para devolvê-los — encerrando a locação. Assim, quanto mais tempo ficar com os papéis em mãos, mais custos de locação terá que pagar, onerando a operação.

Por outro lado, quem quiser fazer uma venda descoberta no day trade — estratégia em que a operação é aberta e encerrada no mesmo dia — não é necessário o aluguel. Basta abrir a posição vendida normalmente, desde que ela seja encerrada antes do final do pregão.

Quando a venda descoberta pode fazer sentido?

A resposta para essa pergunta depende muito do perfil de cada especulador. Quem tem um apetite maior ao risco pode se interessar em fazer a venda descoberta. Geralmente a operação é realizada quando identificado algum cenário que indique o início de uma tendência de baixa.

As pessoas e profissionais que especulam normalmente utilizam a análise técnica — também chamada de análise gráfica — para fazer a leitura do mercado. Por meio de padrões gráficos e indicadores de mercado eles conseguem identificar tendências e antecipar movimentos.
No entanto, a análise é subjetiva e pode resultar em previsões equivocadas. Na verdade, não existe uma técnica capaz de prever a direção do mercado. Essas deduções são especulativas, portanto, não existem garantias ou certezas.

Ainda assim, a venda descoberta pode ser interessante, especialmente quando há um momento de baixa estabelecido. Por exemplo, em períodos de crise, juros mais altos ou economia desaquecida, que geram impacto negativo nas bolsas mundiais.

Quais os riscos envolvidos?

Como você viu, os riscos da venda descoberta são altos. Isso porque, ao fazer uma venda sem ter o ativo ou derivativo financeiro sob custódia, você se obriga a realizar a compra posteriormente. No entanto, não é possível prever se o preço da compra será menor ou maior no futuro.

Se você analisar o histórico da bolsa de valores, observará que muitos dos ativos e derivativos negociados tendem a valorizar ao longo do tempo — principalmente no longo prazo. Então estar posicionado contra uma tendência de alta pode ocasionar prejuízo. 
Isso ocorre, em especial, porque não há limites para o máximo de valorização que um ativo ou derivativo pode alcançar. Portanto, antes de fazer essa operação é importante conhecê-la bem, estudar os padrões de movimentação do ativo ou derivativo, definir estratégias e ter um bom gerenciamento de risco.

Além disso, usar a ferramentas como o stop loss pode ser bastante útil. Afinal, por meio dela é possível definir o máximo de prejuízo que você está disposto a correr em cada operação de venda descoberta, limitando as perdas.

Agora você sabe que a venda descoberta não é uma operação simples de ser feita. No entanto, ela pode ser uma alternativa interessante para rentabilizar sua carteira. Apesar disso, é importante conhecer o seu perfil de investidor e os seus objetivos para verificar se ela faz sentido para você.

Quer conhecer outras formas de investir com o mercado em baixa? Confira o post investimentos na crise: saiba como reconhecer as melhores oportunidades!

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