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08
Dec

O que é inflação? Veja como funciona no curto e longo prazo!

O que é inflação? Veja como funciona no curto e longo prazo!

 

Uma das razões para o aumento no custo de vida é a inflação — você sabe o que significa? Entender o conceito é importante para conhecer os seus impactos nas finanças. Afinal, embora ela afete o orçamento familiar, ela também pode influenciar os investimentos. 

Como existem alternativas com rentabilidade atrelada à inflação, a sua alta pode representar oportunidades em determinadas aplicações. Por outro lado, é essencial compreender o tema para saber como se proteger dos seus efeitos, no curto ou longo prazo.

Ficou interessado pelo assunto? Então acompanhe este conteúdo até o final e descubra tudo o que você precisa saber acerca da inflação.

Aproveite!

O que é inflação? 

Você provavelmente já deve ter reparado que muitos produtos do supermercado ficam mais caros ao longo do tempo. Geralmente, esse aumento é causado pela inflação, que representa o aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços.

Na prática, existem diversas maneiras de mensurar a inflação de um período. Uma delas é o acompanhamento da média de aumento ocorrido em uma cesta de produtos e serviços no varejo. Contudo, a depender da metodologia utilizada, alguns itens podem ter peso maior que outros.

Nesse sentido, o fato de a inflação ter aumentado 10% em um período, por exemplo, não significa que todos os produtos dessa cesta tiveram o mesmo aumento. Mas, ainda assim, o percentual mensurado pode trazer um panorama amplo do aumento ou diminuição do seu poder aquisitivo. 

Vale destacar que o órgão responsável por essa medição é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados são divulgados mensalmente no chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — o índice oficial da inflação no Brasil.

O que causa a inflação?

Após conhecer o conceito, é importante saber o que causa a inflação. Geralmente, ela é resultado de uma assimetria entre oferta e demanda. Isso pode ser proveniente de diversos fatores — sejam eles de curto prazo (com efeitos imediatos) ou de longo prazo (resultando em um aumento contínuo dos preços). 

Aprenda mais sobre eles!

Causas da inflação no curto prazo

Quando a procura por um produto aumenta rapidamente e não há como garantir seu fornecimento para todos, é comum que seu preço também se eleve. Isso ocorre porque a demanda se torna maior que a oferta. Nesse caso, o interessado pode ter que pagar mais caro para adquiri-lo. 

A inflação também pode ser oriunda do aumento no custo da produção de um produto ou serviço. Por exemplo, quando o preço do petróleo aumenta, o preço da gasolina tende a sofrer o mesmo movimento. 

Afinal, essa commodity é utilizada na produção do combustível. Ainda, outros produtos ou serviços cujos processos produtivos sejam influenciados pelo preço do combustível também podem ter os preços afetados. 

Causas da inflação no longo prazo

Uma das causas da inflação no longo prazo tem base fiscal. Normalmente, quando um Governo não consegue arrecadar a receita esperada por meio de impostos, ele pode financiar parte de seus gastos imprimindo moeda. 

Contudo, o uso da emissão de moeda resulta em uma maior circulação de dinheiro (aumentando o consumo), mas a oferta de produtos e serviços se mantém. Logo, os preços naturalmente começam a subir.

Além disso, o controle da Selic (a taxa básica de juros), efetuado pelo Governo por meio da política monetária, também pode gerar a inflação de longo prazo. Quando os juros são reduzidos, por exemplo, o acesso ao crédito é facilitado. 

Esse movimento estimula o consumo e a produção — já que os empréstimos ficam mais baratos e investimentos de renda fixa tendem a render menos. Assim, também pode haver um aumento do consumo, estimulando a alta dos preços. 

Como a inflação impacta o seu dia a dia?

Agora que você sabe o que é inflação e as suas causas, é hora de entender como ela pode impactar no seu dia a dia. Existem dois pontos principais sobre o assunto. O primeiro diz respeito à perda do poder de compra. 

Isso acontece em razão do aumento dos preços, fazendo com que você precise de mais dinheiro para comprar os mesmos produtos. Para entender melhor, pense no que você conseguia comprar com R$ 100 reais há 5 ou 10 anos, por exemplo, e compare com o cenário atual. 

Atualmente, o número de produtos que podem ser adquiridos com essa quantia é bastante inferior. Ou seja, a inflação no período fez seu dinheiro valer menos.

Já o segundo ponto está relacionado aos seus investimentos. Muitas pessoas têm o hábito de escolher seus aportes com base no rendimento ofertado. Contudo, o retorno divulgado em um investimento costuma ser a chamada rentabilidade nominal.

Porém, como você viu, o seu dinheiro perde valor com o tempo, o que pode gerar impactos no montante investido. Portanto, você somente saberá a rentabilidade real de um investimento ao descontar os efeitos da inflação de seus rendimentos.

Caso você tenha um investimento que renda abaixo da inflação, seu patrimônio não somente terá deixado de evoluir, mas terá sofrido uma redução.

Como se proteger dela?

Chegando até aqui, você deve estar curioso sobre como se proteger da inflação ou até mesmo lucrar com ela, não é? Uma das formas de atingir esses objetivos é buscar por alternativas de investimentos atrelados à inflação.

O primeiro passo para estar protegido da inflação com investimentos é conhecer o seu perfil de investidor e objetivos financeiros. A medida é essencial para que você escolha alternativas mais adequadas às suas expectativas.

Também é interessante pesquisar por investimentos disponíveis no mercado que ofereçam a possibilidade de ganhos reais. Ou seja, que ofereçam rendimentos mesmo depois de descontada a inflação ou acompanhem esse aumento no custo de vida.

Investimentos atrelados à inflação

Ao buscar investimentos de renda fixa atrelados à inflação, por exemplo, é possível encontrar diferentes títulos no mercado. Por exemplo:

  • Tesouro IPCA+: trata-se de um título do Tesouro Direto, emitido pelo Governo Federal, que remunera o investidor em uma prefixada somada às variações da inflação no período (medida pelo IPCA);

  • Fundos de inflação: são veículos de investimento coletivo, em que um gestor profissional compõe o portfólio do fundo com títulos indexados ao IPCA. Para participar de um fundo, é preciso adquirir suas cotas e pagar a taxa de administração e performance (se houver);

  • Certificados de depósito bancário (CDBs): são títulos privados, emitidos por bancos e financeiras. Eles podem ter rendimentos atrelados ao IPCA ou ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) — taxa que costuma acompanhar a Selic.

Já em alternativas de renda variável, não há como prever seus resultados. Logo, é preciso ter uma atenção maior ao escolhê-los e se valer de estratégias de proteção. Afinal, os investimentos dessa classe envolvem o risco de perder capital — embora possam oferecer possibilidade de melhores rentabilidades.

Sabendo agora o que é inflação e como se proteger dela, você poderá investir de modo mais consciente e evitar seus efeitos de curto ou longo prazo. Contudo, não deixe de considerar o seu perfil de investidor e objetivos antes de fazer os seus aportes. Em caso de dúvidas, entre em contato conosco da Up4 Invest.

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