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O que é Hedge cambial? Entenda!

O que é Hedge cambial? Entenda!

As oscilações de uma moeda estrangeira podem impactar as finanças de pessoas físicas e jurídicas que tenham obrigações ou planos que envolvam um câmbio estrangeiro. Para se proteger dos efeitos dessas movimentações, é possível recorrer ao hedge cambial.

Esse mecanismo tem como objetivo oferecer proteção ao patrimônio exposto à moeda estrangeira, podendo utilizar diferentes instrumentos financeiros. Assim, entender como ele funciona e como fazê-lo pode ser fundamental para a sua estratégia.

Quer saber mais? Na sequência, descubra o que é o hedge cambial e veja como ele pode ser útil!

O que é o hedge cambial?

No mercado financeiro, o termo “hedge” é utilizado para designar uma estratégia de proteção da carteira de investimentos. Por isso, o hedge cambial é um mecanismo cujo foco é oferecer proteção cambial.

Para ser executado, como você verá ao longo deste artigo, o hedge cambial pode utilizar diversos instrumentos e veículos financeiros.

Como funciona esse tipo de hedge?

Em relação ao funcionamento, uma operação de hedge cambial busca deixar o patrimônio preparado para oscilações na moeda estrangeira. Com isso, a expectativa é que seja possível reduzir perdas e outros impactos negativos.

Nesse caso, é comum que parte dos recursos seja diretamente exposta à variação da moeda estrangeira. Com isso, se o câmbio sofrer uma valorização, por exemplo, parte do patrimônio também passa por essa valorização.

Entretanto, a execução da estratégia de hedge cambial depende dos dispositivos que serão utilizados para garantir esse nível de exposição às flutuações da moeda. 

Para que serve o hedge cambial?

Agora que você compreendeu o conceito e o funcionamento geral, é mais fácil entender que o hedge cambial busca proteger o dinheiro de uma desvalorização do câmbio nacional. Afinal, quando o dólar sobe, por exemplo, o real perde valor — e isso pode afetar toda a composição do patrimônio.

Por outro lado, se parte dos recursos estiver exposta ao câmbio externo, uma valorização da moeda estrangeira gerará ganhos sobre o patrimônio. Esse rendimento poderá ajudar a reduzir ou mitigar os impactos da variação do câmbio.

Para entender melhor, considere uma pessoa que deseja fazer uma viagem internacional e, para isso, dispõe de R$ 30 mil. Se o dólar estiver cotado a R$ 5,00, ele terá um poder de compra.

Porém, se o dólar subir para R$ 5,20 até a viagem, a mesma quantia pode não ser suficiente para arcar com todos os custos. Para se proteger da oscilação do câmbio e de seus impactos, é possível fazer o hedge cambial. 

Se os R$ 30 mil ficarem expostos à movimentação do dólar, por exemplo, uma valorização da moeda pode levar a uma elevação do patrimônio. Essa diferença poderá servir para custear o aumento da moeda estrangeira durante a viagem.

Quais são os outros tipos de hedge?

Agora que você conhece o hedge cambial e seu funcionamento, também é interessante saber que ele não é o único tipo existente. Há o hedge de commodities, que oferece proteção contra oscilações nos preços desses tipos de produtos.

Também existe o hedge em ações, que costuma ser feito com ações (ativos) e opções (derivativos). Assim, quem opera as opções pode se proteger de quedas nos preços dos ativos, por exemplo.

Já o hedge natural costuma acontecer sem um esforço específico, quando a composição da carteira já traz um nível de proteção. É o caso de um portfólio que conta com ações de companhias exportadoras.

Como elas recebem em câmbio externo, elas tendem a se beneficiar da alta do dólar. Logo, os papéis tendem a sofrer menos impactos nesse tipo de movimentação. Assim, o desempenho obtido por essas ações pode equilibrar as quedas em outros ativos da carteira. 

Como fazer o hedge cambial? T2

Após conhecer mais sobre os tipos de hedge, você está pronto para entender como a proteção cambial pode ser feita. Na prática, existe mais de uma forma de alcançar esse objetivo de proteção em relação ao câmbio.

A seguir, confira quais são os ativos e instrumentos financeiros que podem ser usados no hedge cambial!

ETFs com exposição cambial

Os exchange traded funds (ETFs) também são conhecidos como fundos de índice. Eles são fundos de investimento, cuja participação depende da aquisição de cotas. Os recursos captados são movimentados por um gestor, que escolhe ativos e executa as operações.

No caso específico do ETF, a composição do portfólio se baseia em um indicador de referência. O objetivo é replicar a carteira teórica do índice, de modo que o desempenho do fundo — antes de taxas e impostos — seja equivalente ao do indicador.

Para ajudar a equilibrar o portfólio diante da oscilação cambial, o ETF deve ter exposição à moeda estrangeira. Então, pode ser um fundo que replica um índice de ações dos Estados Unidos, por exemplo, visando proteger o patrimônio das oscilações do dólar.

Vale reforçar, no entanto, que o fundo de índice pode não ser a melhor alternativa para quem tem um compromisso em moeda estrangeira e precisa fazer o hedge da sua posição.

Fundos cambiais

Outra possibilidade para fazer o hedge cambial é por meio do investimento em fundos cambiais. Nesse caso, os recursos são alocados em ativos e instrumentos diretamente ligados à variação de moedas estrangeiras.

Uma das vantagens de recorrer a essa alternativa é a alta exposição ao câmbio internacional. Assim, o desempenho do fundo tende a refletir as flutuações cambiais. 

Contratos futuros

Entre os derivativos, há a chance de recorrer aos contratos futuros para se proteger das oscilações cambiais. Eles são negociados no ambiente conhecido como mercado futuro e permitem que o operador se posicione em relação ao preço de um ativo.

No caso dos contratos e minicontratos futuros de dólar, é possível se posicionar quanto à taxa de câmbio. Se houver uma valorização na moeda estrangeira, os ganhos que servem para cobrir os gastos mais elevados com a moeda.

Contrato a termo

O contrato a termo de moeda (NDF) é outro derivativo que pode ser usado. Com ele, é possível estabelecer um preço de referência para a cotação da moeda, o qual será utilizado no contrato em uma data futura.

A grande vantagem é poder determinar um patamar fixo para a taxa de câmbio. No vencimento, o contrato é liquidado considerando a diferença entre a taxa contratada e a de a mercado, definida como referência na contratação. 

Quando fazer o hedge cambial?

Além de escolher a estratégia de hedge cambial, é importante saber quando adotá-la. Normalmente, ela faz sentido quando existe a expectativa de alta da moeda ou quando o mercado demonstra alta volatilidade.

O hedge desse tipo também é fundamental quando você tem uma obrigação em moeda estrangeira e deseja garantir o cumprimento. Quando você é o credor na obrigação, ela também pode trazer proteção diante de cenários de queda. 

Como você viu, o hedge cambial tem como função oferecer proteção quanto às oscilações de moeda estrangeira. Ele pode ser feito com a ajuda de diversos ativos e ferramentas financeiras, cabendo ao investidor escolher o melhor modo de executá-lo.

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