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Aug

Criptomoedas: o que são e como investir com mais segurança?

Criptomoedas: o que são e como investir com mais segurança?

As criptomoedas estão fazendo sucesso no mercado, mas nem todos sabem o que são ou como investir nelas com segurança. Quem acompanha o noticiário econômico consegue perceber que a volatilidade desses ativos costuma ser alta — o que torna o investimento mais arriscado.

Por outro lado, como o preço dos criptoativos se movimenta de acordo com a lei da oferta e demanda, muitos investidores e especuladores vislumbram possibilidades de lucro — apesar da falta de regulamentação. Então, como se expor às moedas digitais de maneira mais segura?

Neste artigo você entenderá o que são criptomoedas e descobrirá como investir com mais segurança nas criptomoedas a partir do mercado brasileiro. Acompanhe!

O que são as criptomoedas?

As criptomoedas são moedas digitais que, assim como as cédulas tradicionais, têm valor financeiro e podem ser utilizadas em transações comerciais. Por serem virtuais elas não existem fisicamente e são armazenadas por meio de softwares de alta tecnologia.
Embora esses criptoativos possam ser precificados por moedas — como o real ou dólar, elas não pertencem a um Governo ou economia global. Assim, são descentralizados e não contam com legislação ou proteção específica em muitos países — como no Brasil.
Isso significa que as moedas digitais não precisam seguir regras de um Banco Central, nem podem sofrer interferência deles. Também não necessitam da mediação de uma instituição bancária para serem criadas ou utilizadas. Portanto, as criptomoedas são independentes.

Como elas funcionam?

Na prática, as criptomoedas funcionam como códigos virtuais programados de forma específica. Todas as movimentações que envolvam esses ativos são feitas pela internet e cada moeda criada possui um código único. Desse modo, nenhuma é igual à outra. 
A organização e funcionamento das criptomoedas normalmente acontecem por meio de uma tecnologia conhecida como blockchain. As transações realizadas são armazenadas em um livro virtual público, permitindo a circulação das moedas de modo seguro e transparente.
Ademais, a criptografia por trás do blockchain dificulta a ação de hackers, pois demanda um alto poder computacional. Além disso, as transações são armazenadas em blocos que são ligados e validados entre si com uso de computadores descentralizados, garantindo a segurança do sistema.

Por que criptomoedas têm chamado a atenção dos investidores?

Como você viu, as criptomoedas passam por fortes oscilações. Essa é uma vantagem para especuladores, que buscam o lucro no curto prazo. Porém, a grande valorização de certas moedas acaba atraindo o interesse de investidores, que muitas vezes desconhecem a volatilidade.

O bitcoin, por exemplo, teve uma queda expressiva em março de 2020, diante da pandemia de Covid-19 — recuando para US$ 5 mil após superar os US$ 20 mil. Já em abril de 2021, a moeda bateu sua máxima histórica (próximo a US$ 65 mil) e, em junho, caiu novamente para cerca de US$ 32 mil.

O especulador que estava atento a essas movimentações e acertou nas tendências teve a oportunidade de realizar lucros em pouco tempo. Por outro lado, quem não conseguiu prever as oscilações pode ter perdido bastante dinheiro. 

Apesar disso, considerando que o bitcoin custava cerca de US$ 13,00 em 2013, é notável que o potencial do investimento atraia investidores de longo prazo, certo? Por esse motivo, é preciso estar atento aos riscos — e às vantagens — para tomar uma decisão sólida. 

Vale lembrar também que o bitcoin é apenas uma das diversas criptomoedas existentes — e muitas delas utilizam a tecnologia de blockchain. É o caso da etherum, litecoin, theter, cardano, dogecoin e muitas outras. Então, são diferentes possibilidades para explorar — caso faça sentido para o seu portfólio.

Quais são as vantagens e os riscos envolvidos?

Uma das principais vantagens de investir em criptomoedas é a privacidade. Embora as transações sejam registradas em um grande livro contábil público e transparente, os registros são anônimos. Esse fato garante o sigilo e a proteção dos dados dos usuários.

Outra vantagem se refere ao fato de não incidir, sobre elas, taxas de câmbio, juros, entre outros encargos presentes em investimentos comuns. Como você viu, as criptomoedas são descentralizadas e não sofrem interferência de Governos ou agentes da economia. 

Entretanto, a descentralização contribui para a inexistência de uma regulamentação sobre a negociação desses ativos. Embora não torne o investimento ilegal, isso abre margem para a prática de fraudes e golpes. 

A falta de legislação específica faz com que as exchanges (instituições que negociam criptoativos) não tenham que seguir determinadas regras. Com isso, o investidor pode acabar sendo prejudicado e ter dificuldades em desfazer o investimento ou reaver o valor investido, por exemplo.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) habitualmente alerta o risco das pirâmides financeiras, estelionato, entre outros envolvendo criptoativos. Porém, existem possibilidades no mercado que permitem exposição às criptomoedas de maneira mais segura.

Como investir em criptoativos com mais segurança?

A forma de investir em criptoativos com mais segurança é buscar por alternativas regulamentadas. No Brasil, as principais alternativas são os fundos de investimentos. Embora eles não sejam investimentos diretos, conseguem expor o capital do investidor de forma indireta às criptomoedas.

Veja alguns exemplos:

Fundos de investimento

Disponíveis nas plataformas das corretoras de valores, é possível encontrar fundos de investimento que têm parte de seu patrimônio exposto ao mercado de criptomoedas. Essa alternativa traz mais tranquilidade ao investidor por ter segurança institucional e contar com um gestor profissional.

Os fundos de investimento são uma modalidade de investimento coletivo. Neles, um gestor administra o patrimônio do fundo e monta uma carteira de investimentos, geralmente diversificada. Essa opção pode ser interessante, especialmente para quem está começando a investir.

É importante ressaltar que existem fundos com diferentes níveis de exposição às criptomoedas. Assim, vale conhecer os tipos de fundos disponíveis no mercado e suas respectivas estratégias.

Fundos de índice

Os exchange traded funds — ou fundo de índices — são fundos de investimentos que buscam acompanhar a performance de um índice de referência. Assim, o gestor do fundo busca replicar a carteira teórica do índice escolhido.

Por exemplo, o HASH11 — fundo de índice administrado pela Hashdex — espelha o desempenho do Nasdaq Crypto Index (NCI). Esse índice norte-americano é composto apenas por moedas virtuais, como o bitcoin, o etherum, o litecoin, chainlink etc. 
Outra alternativa de ETF do mercado brasileiro é o QBTC11, lançado na bolsa em junho de 2021. Nesse caso, a exposição é 100% focada em bitcoin.

Antes de fazer suas escolhas de investimento, no entanto, considere sempre avaliar sua tolerância aos riscos e expectativas em relação aos seus aportes. Afinal, resultados passados não garantem lucro futuro — especialmente quando o assunto é criptoativos.

Viu como é possível investir em criptomoedas de um modo seguro? A depender do seu perfil e objetivos, as alternativas podem permitir atrelar parte do seu capital às criptomoedas de maneira regulada no mercado brasileiro.

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