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Jul

3 estratégias avançadas de investimento em renda variável

3 estratégias avançadas de investimento em renda variável

Quem investe em renda variável deve conhecer as estratégias básicas de investimento, como o buy and hold (muito usado no longo prazo). Mas, além delas, também existem alguns métodos utilizados por quem apresenta mais conhecimento e experiência no mercado.

Você já conhece as estratégias avançadas na renda variável? Elas podem servir, principalmente, para fazer hedge (proteção) ou especulação. Para usá-las, é preciso entender os detalhes — a fim de controlar os riscos envolvidos.

Que tal conhecer mais sobre 3 estratégias avançadas de investimento em renda variável? Acompanhe a seguir!

1. Long & short

Se você está em busca de conhecimentos avançados sobre renda variável, deve saber que é possível lucrar com a bolsa de valores em alta ou em queda. Isso é viável na especulação – e uma das operações mais usadas é justamente o long & short.

No mercado financeiro o termo long é sinônimo de compra, enquanto short equivale à venda. Em uma operação de long & short, portanto, o especulador realiza a compra de um ativo e a venda de outro ao mesmo tempo. A ideia é que haja diferença entre as movimentações — ou preços — dos ativos.

O objetivo do especulador, neste caso, é ter vantagens com a relação às duas pontas do mercado (compradora e vendedora). Espera-se que a ponta compradora suba mais (ou caia menos) que a vendedora, ou vice e versa. Assim, o lucro do especulador se dá na diferença entre os dois movimentos.

Como funciona?

Normalmente, para realizar o long & short busca-se uma correlação entre pares de ativos. As possibilidades são diversas: é possível escolher ações de empresas do mesmo setor, de setores diferentes, ações preferenciais e ordinárias da mesma empresa etc.

A montagem dos pares de ativos dependerá do que cada especulador leva em consideração sobre as relações entre os ativos no mercado financeiro. Após a escolha, é preciso estruturar a operação para que não haja problemas na execução das ordens.

Como uma das pontas é vendida, o especulador precisa alugar os papéis que serão vendidos, para conseguir abrir a posição. Na sequência, terá que realizar a compra do ativo correlacionado no mercado à vista. Depois de acompanhar o resultado, pode fechar a operação e devolver os papéis.

2. Hedge no mercado futuro

Após conhecer uma estratégia de especulação, é hora de conferir uma de proteção amplamente conhecida e utilizada até mesmo por grandes empresas na bolsa. Trata-se do hedge.

A princípio, o hedge é uma técnica para se proteger dos riscos relacionados à volatilidade de operações no mercado financeiro. Entre as suas formas mais básicas está a diversificação, uma vez que possuir ativos diversificados equilibra os riscos em uma carteira.

Porém, o hedge está historicamente ligado às incertezas que os produtores rurais encontravam em relação aos preços de suas safras. Para contornar os riscos da produção, foi criado um mecanismo de venda no mercado futuro, que permitia a fixação do preço do produto antes mesmo de produzi-lo.

Diversas outras operações de hedge surgiram — e a operação no mercado futuro passou por mudanças. A técnica consiste em buscar proteção no mercado futuro, ao comprar ou de vender contratos, como de índice (IND) ou dólar (DOL).

Como funciona?

Imagine que você tenha investido um capital considerável nas ações de uma empresa conhecida por ser sólida no mercado brasileiro. No entanto, não quer correr o risco de ver o capital investido ser reduzido – caso a bolsa brasileira seja impactada negativamente por cenários imprevisíveis.

Uma forma de se proteger contra eventual queda da bolsa, é fazer hedge comprando contratos futuros de dólar, por exemplo. Como o dólar possui correlação negativa com a bolsa brasileira, geralmente quando a bolsa perde valor, a moeda norte-americana valoriza.

Assim, o prejuízo enfrentado com as ações será compensado com os ganhos obtidos com a valorização do dólar. No mercado futuro, a liquidação é apenas financeira. Logo, você não recebe dólares físicos, mas a diferença entre o preço do dólar e a sua posição no contrato.

3. Operações estruturadas com opções

Agora que você já viu uma estratégia de especulação e uma de proteção, conheça outra estratégia que engloba as duas possibilidades: especulação e proteção.

No mercado de opções são negociados direitos de aquisição ou de venda de ativos. Isto é, o interessado adquire o direito exercer ou não a compra ou a venda em uma data futura. E isso pode beneficiar o titular desse direito de distintos modos.

Assim, é possível utilizar as opções como forma de proteção. Por exemplo, caso você esteja em uma posição vendida em ações e queira se proteger contra a valorização do papel. Existe a possibilidade de adquirir o direito de compra das ações por um preço mais baixo do que vendeu.

Deste modo, você lucrará com as ações em caso de queda dos preços, ou poderá lucrar com a opção caso o preço da ação suba. Em ambos os cenários, o lucros e prejuízos poderão ser compensados.

Por outro lado, também é possível utilizar as opções como forma de especulação. Inclusive, os preços das opções costumam ser bem mais baratos que o preço dos ativos aos quais elas estão atreladas. Logo, permite que o especulador se alavanque mesmo com pouco capital.

Como funciona?

Além de operar opções de forma individual, é possível montar as chamadas operações estruturadas de opções. Essa é mais uma das estratégias avançadas de especulação ou investimento. Cada uma delas tem um nome e uma estrutura especifica. 

Veja alguns exemplos:

  • trava de alta ou de baixa – trata-se de uma estratégia em que o operador pode se beneficiar com a alta ou baixa do ativo, limitando os ganhos e reduzindo os prejuízos;

  • borboleta – refere-se a uma estratégia em que o operador faz a combinação entre a trava de alta e baixa, possibilitando lucro ou limitando perdas se o ativo-objeto se encontrar, no vencimento, dentro do intervalo de preço estabelecido;

  • condor – semelhante à borboleta, é uma estratégia usada quando se tem expectativa de lateralização do ativo, possibilitando ganhos desde que o preço se mantenha ao redor de determinados intervalos de preços;

Conforme você viu, as estratégias de investimento apresentadas podem ser úteis na renda variável — seja no que se refere à especulação ou quando se busca pela proteção de seus investimentos. Contudo, é preciso também ficar atento aos riscos. 

Lembre-se de que, na renda variável não há nenhuma garantia, e prejuízos podem acontecer — especialmente nas estratégias mais complexas de investimentos ou especulação. Então conheça o seu perfil, trace objetivos e busque sempre estudar o assunto!

Ficou com dúvidas? Caso precise de auxílio para entender melhor essas ou outras estratégias de investimento que possam fazer sentido para o seu portfólio, entre em contato conosco da Up4 Invest.

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